Formação de Uma Mentalidade para um Mundo Sustentável


mentalidade sustentável

Uma palavra vem ocupando as mídias com certa insistência há algum tempo – a Sustentabilidade. Porque descobrimos que os recursos hídricos, minerais, vegetais e o ar são insuficientes para atender à crescente demanda de consumo e desperdício. Alguém disse, 

com propriedade, não me recordo, que “não herdamos o planeta de nossos pais, mas o tomamos emprestado de nossos filhos”. Então, que qualidade de vida nós deixaremos para eles se não conseguimos tê-la agora? Que futuro nós podemos vislumbrar?

Os países desenvolvidos destruíram suas florestas e dizimaram boa parte dos seus recursos naturais e, agora, dirigem os olhos para os países do terceiro mundo, onde ainda há abundância de matérias-primas para fomentar o consumo exacerbado e desnecessário. Enquanto isso os países que dispõem desses recursos reivindicam para si o direito de se desenvolverem à custa da migração desses recursos para os países industrializados.

O principal obstáculo à prática da sustentabilidade é e sempre foi o consumo de produtos e serviços além das necessidades humanas que na realidade não precisamos. Trocamos o celular e o computador só para estarmos na “moda” quando o que temos nas mãos atende plenamente as nossas necessidades. E com isso fomentamos o consumo pelo consumo. Desse modo, a valorização do indivíduo não está no que ele é, mas no quanto ele pode consumir. Podemos afirmar, sem cometer erro, que a gênese da desigualdade social e da violência está vinculada a capacidade de consumo das pessoas. Aqueles que não podem consumir licitamente sempre encontram uma maneira de fazê-lo. Fica claro que nem todos seguem os caminhos da ilegalidade, mas os que o seguem dão muita dor de cabeça para a sociedade, basta observar o crescimento da violência em todas as suas variantes.

Não conseguimos ser felizes, porque somos bombardeados diariamente sobre novas necessidades de consumo para se atingir outros padrões de felicidade. Você acredita que os canais abertos de TV são gratuitos? Não! Eles existem para veicular propaganda de novas necessidades de consumo. Nessa ótica sempre estaremos insatisfeitos, pois nos obrigamos a satisfazer outra necessidade que não existia e, assim nunca seremos felizes.

A sustentabilidade não é algo teórico, mas essencialmente prático e simples. É uma questão de conscientização e atitude. E, não é um problema do “outro”. A responsabilidade de cuidar do planeta é de cada um. Entretanto esse ato solitário e solidário sempre engajará os mais próximos de você e depois os outros, crescendo em proporção geométrica.

Por conta de atitudes consumistas somos o país do desperdício. Afinal, somos ricos em recursos naturais, ainda podemos nos dar a esse luxo-lixo, mas não por muito tempo.

Resista ao impulso de comprar um produto ou serviço até que tenha respondido a essa simples pergunta: Eu preciso realmente disso? O que eu possuo não me serve mais? O carro que comprei há dois anos saiu de linha, isso quer dizer que não me serve mais? É evidente que o fabricante teve a intenção de fazê-lo comprar outro carro, entretanto ele está obrigado a continuar fabricando as peças que possivelmente seu carro precisará.

Essa simples atitude de se autoquestionar: Eu realmente preciso disso que estão me oferecendo? Mostra inteligência em viver a vida a seu gosto, conforme suas necessidades e não uma marionete nas mãos daqueles que o induzem a pensar saberem das suas necessidades. Só você sabe o que é importante para você e sua família.

Nesse contexto a Educação ocupa um papel de relevante destaque no cenário mundial. Porque é através dela que podemos nos conscientizar e a nossos filhos da importância de se criar uma “Mentalidade Sustentável”, pois sem ela haverá perda de biodiversidade e a consequente perda da qualidade de vida para todos.

Por incrível que pareça ter uma atitude sustentável é bem simples e começa na sua casa quando você apaga uma lâmpada que iluminava um quarto ou sala vazia, quando desliga a TV cuja audiência era espiritual, quando diminuiu o tempo do banho, quando separa o lixo doméstico, quando faz a barba usando o mínimo de água... quando não deixa a mangueira correr água livremente sobre a grama. Quando você combate o desperdício você pensa e age de modo sustentável. Não espere seu vizinho fazer primeiro, afinal, os seres humanos estão em diferentes níveis de evolução e discernimento. E, você não pode exigir atitudes sustentáveis dos outros quando não as pratica.

Não podemos, também, esperar que os políticos tenham atitudes sustentáveis quando está em jogo interesses de uma minoria que fazem lobby sobre os políticos e poder público. Nem mesmo podemos esperar da iniciativa privada tal atitude, cujo objetivo é o lucro crescente, às vezes, disfarçado sob o véu da sustentabilidade, mascarando a destruição que causam ao meio ambiente na busca incessante de recursos naturais e da poluição gerada pelos resíduos tóxicos da cadeia produtiva.

A poluição não conhece barreiras políticas nem geográficas. A terra é uma só. Os países industrializados não produzem poluição restrita aos seus territórios, porque o que acontece do outro lado do planeta afeta em maior ou menor grau a todos. A poluição alcança a todos os seres vivos através do ar, da água dos rios e dos oceanos. O efeito-estufa e os buracos na camada de ozônio estão aí presentes para validar essa tese.

É curioso e até engraçado que um cachorro tenha uma atitude sustentável – sem ter consciência disso. Ele simplesmente não morde a mão que o alimenta, porque isso garante sua sobrevivência. Por que, então, a espécie que está no topo da cadeia alimentar – o homem – destrói aquilo que fatalmente vai precisar para sua sobrevivência?

Você pode estar pensando, parece uma atitude antiprogressista, mas não o é. Um dos grandes avanços da humanidade foi à criação da Internet, indiscutivelmente, o meio mais democrático que existe. Todos podem participar e compartilhar conhecimentos aos quatro cantos do mundo. Meio pelo qual foi possível compartilhar esse artigo com você. Progredir não é ter mais bens que os outros. É aprender continuamente. É buscar o saber e se preocupar com o próximo. Se deixarmos de nos preocupar com o próximo perdemos nossa humanidade, tornamo-nos desumanos e, então, tudo será permitido: violência, fome, degradação do meio ambiente e, até as maiores atrocidades contra a dignidade da pessoa humana será permitida. Nem os ricos nem os pobres estão imunizados contra isso, felizmente. Estamos todos no mesmo barco e a violência bate à sua porta.

Se você tomar consciência da importância da sustentabilidade para a espécie homo sapiens, então, essa ideia passará a gerar comportamentos sustentáveis garantindo a perpetuação da viva na terra. Sabemos que isso leva algum tempo para se cristalizar na mente das pessoas. Entretanto, a simples atitude de não se deixar enredar pelo consumo a qualquer custo, produzirá efeitos imediatos, porque provocará uma mudança de valores.

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