A Bolha Insustentável do Capitalismo Selvagem


capitalismo selvagem

Historicamente, nenhum sistema de dominação se mostrou capaz de evitar sua autodestruição, o mesmo ocorrerá com o capitalismo, o mais nocivo de todos. Em termos mais simplistas o capitalismo é um sistema econômico-social baseado na legitimidade dos bens e capital privados 

e na irrestrita liberdade de comércio e indústria, com o principal objetivo de adquirir lucro.

Pois bem! O fato é que esse lucro, suposto “acúmulo de riqueza”, tem sido obtido a qualquer preço. Todos querem agarrar seu quinhão: sua casa própria, o carro, o emprego, o salário, etc. Enfim, consumir e consumir o quanto puder, mesmo que seja para comprar um celular último modelo, pois o seu tem dois meses de uso e está obsoleto, desatualizado. Você tem de estar na “moda”, acompanhar as “tendências!”

O consumismo está no nosso inconsciente coletivo, para usar uma expressão de Carl Jung, porque desde tenra idade somos bombardeados com propagandas “compre isso, compre aquilo!” e, uma mentira dita cem vezes se torna verdade, dizia Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler. Ou ainda, poderia estar em nosso DNA ou na nossa psique para abrandar nossa insegurança crescente em não conseguirmos conquistar os produtos e serviços que desejamos. Desse modo o consumismo é sempre crescente, os pobres com medo de não conseguirem o que desejam e os ricos com medo de perder o que tem.  Portanto, parece-nos inevitável resistir ao impulso de comprar-consumir, mesmo que o consumo seja algo que não necessitamos.

Não estamos abordando o consumo daquilo que se precisa, mas aquilo que é fútil e que nos faz acreditar que elevamos nosso status quo em relação aos outros, que estamos melhor posicionados na sociedade. Ledo engano!

Também sabemos que é difícil pensar outro sistema econômico que não seja o capitalismo, pelo menos no ocidente a exceção de Cuba, entretanto, países do oriente que seguem o sistema socialista – China, Coreia do Norte, Vietnã, Laos, etc. – vêm gradativamente abrindo suas “fronteiras” ao mercado, ao capitalismo – consumismo.

Um dos pontos negativos do capitalismo é a concentração de renda nas mãos de poucas pessoas, pois aqueles que detêm os meios de produção – que podem montar empresas, criar empregos e pagar salários – são os que podem gerar lucro. O empregado tem de se contentar com o seu salário bruto minguado menos os descontos, o líquido. Ressalta-se que o dinheiro do empregado e do empregador se equivalem na exata medida em que são importantes para o capitalismo, sem o qual o sistema não existiria. Mas, o lado cruel disso é que quem ganha mais – empregador – acaba tendo uma carga tributária menor em relação ao empregado que ganha menos, bem menos.

Consumo gera consumo e o consequente uso de matérias-primas encontradas na natureza e, pouco mais da metade desses recursos não são renováveis. Assim, o que vemos nos últimos 100 anos é a mais profunda e desordenada degradação do planeta provocada pelo homem.

De acordo com o parágrafo anterior, encontramos uma bolha do capitalismo, um espaço vazio, aquilo que se perdeu e não volta mais. Atualmente não há produtos e serviços suficientes para todos. É esse o objeto de estudo da Economia, que tenta equacionar o abismo existente entre oferta e demanda, entre a oferta de produtos e serviços existente e a procura destes por uma população que cresce em escala exponencial.

Quer um exemplo prático dessa “bolha”? acredito que você esteja familiarizado com empresas que trabalham com marketing multinível – similares a programas de pirâmides. Pois bem! Você entra nessa empresa “exemplo” como um vendedor, seja de um produto ou serviço e, quanto mais pessoas você indicar para adquirir esses produtos mais você ganha da empresa. Entretanto, as pessoas indicadas por você farão o mesmo, indicarão outras pessoas a participarem do “esquema”, e estas outras e assim sucessivamente até que não existam mais pessoas a serem indicadas para adquirir os produtos ou serviços, seja pelo desinteresse ou mesmo pela impossibilidade financeira ou porque ainda não exploramos o mercado de Marte. Veja que a venda – consumo – nunca é para todos. Ganha mais aqueles que começaram o negócio a partir do desmantelamento natural dessa cadeia “produtiva”.

Os bancos também são os principais fomentadores do capitalismo e, o melhor, não fariam nada sem o nosso rico dinheirinho. Você deposita seu salário no banco com medo de ser roubado, é uma questão de segurança, e nesse quesito nem a Polícia pode se dar ao luxo de se sentir protegida. Continuando, você deposita R$ 10.000,00 reais em sua conta corrente e depois transfere o mesmo valor para poupança e ganha com isso míseros 0,5% ao mês mais correção. Alguém chega ao banco e pede 10 mil reais em empréstimo e paga juros entre 5% a 8% ao mês. Você volta ao banco e usa seu cartão de débito para sacar algum do seu dinheiro no caixa automático e aparece uma mensagem na tela: “Serviço sujeito a tarifação!”. Viu de onde vem o lucro do banco com um dinheiro que nem é dele? Isso é ou não é um negócio da china?

Voltando a linha de raciocínio, hoje não há produtos e serviços para todos, não há empregos para todos, pois a tecnologia – automatização e robotização – das indústrias têm diminuído a necessidade de mão de obra comum, salvo a especializada, não há alimentos para todos, apesar do mundo produzir mais do que precisamos, muitos não podem comprar e outros destinatários de doações não os recebem por causa da corrupção. Veja a crise imobiliária norte americana, produziram mais habitações do que a população podia comprar, quebrando alguns bancos.

Junte a todo esse pacote de informação, a devastação das florestas nativas, a porção de analfabetos e analfabetos funcionais – mesmo com instrução formal são incapazes de entender o que leem –, a quantidade de políticos incapazes de compreender a enorme responsabilidade que lhes são delegadas através do voto, o excesso de insensatez que povoa a sociedade somado ao insignificante conhecimento da maioria dos seres humanos que não sabem que para cada ação há uma reação contrária e com a mesma força, que não há causa sem consequência, que a corrida armamentista dissimulada e a impunidade é o cenário ideal para gerar violência em todas as suas variantes e a consequente degradação daquilo que ainda chamamos de humanidade.

Para não parecer excessivamente dramático, pelas informações acima há um bom ditado popular para a situação em que se encontra a humanidade: “não há bem que sempre dure nem mau que nunca se acabe”, ou ainda citando o filosofo Heráclito: “a única constante é a mudança”, felizmente, pois o desejo de encontrar algo permanente é mera ilusão, salvo a Fé e a Esperança. E, por fim, lembramos que dinheiro não traz felicidade, mas facilita as coisas em tudo mais.

Assim, não sabemos que sistema econômico irá suplantar o capitalismo nem quando isso ocorrerá. Entretanto, é certo que diariamente reforçamos a teoria do capitalismo quando consumimos aquilo que não necessitamos ou mais do que necessitamos. Parece que para o sistema deixamos de ser seres humanos para sermos apenas consumidores, apesar de toda propaganda contrariar esse fato. Parece?

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