Crescimento Econômico Versus Pessimismo Generalizado


crescimento econômico


Pessimismo, falta de esperança e criticar sem fundamento, são coisas do ser humano. Mesmo contrariando estatísticas põem-se a criticar pelo simples prazer de fazê-lo. Nos bastidores, por falta de ideias, os boateiros dão a sua cota-parte para fomentar a desgraça e o fim dos tempos em 

qualquer setor da vida e, para coroar o bolo com a cereja do pessimismo entra em cena boa parte da mídia que se abstém em divulgar fatos, optando por reportagens sensacionalistas. O fato é que pessimismo e sensacionalismo vendem muito mais do que boas notícias. Aguarde a campanha eleitoral para Outubro próximo e você verá um show de sensacionalismo e pessimismo.

Assim, com base em fatos e estatísticas trago até vocês o artigo de José Cardoso que refuta esse pessimismo generalizado

“Indicadores da economia e o pessimismo construído por:

José Álvaro de Lima Cardoso
Economista e supervisor técnico do Dieese em Santa Catarina.

Tem havido um aumento do pessimismo entre a população acerca do comportamento da economia brasileira. Segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), a confiança de empresários e consumidores voltou ao mesmo patamar observado em 2009, quando o Brasil ainda sofria os efeitos da crise global. A elevação do pessimismo entre os chamados agentes econômicos, de alguma forma, afeta as possibilidades de crescimento na medida em que, consumidores e empresários tendem a adotar comportamento defensivo na hora de consumir ou investir.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela FGV, por exemplo, 1,7% em fevereiro, a terceira queda consecutiva em relação ao mês imediatamente anterior, e chegou ao menor nível desde maio de 2009. As famílias que consideram a situação econômica ruim em fevereiro aumentaram de 35,7% para 41% do total, enquanto aqueles que consideram o quadro bom representam 15,2% do total, um pouco mais do que os 14,2% em janeiro.

No entanto, os dados conjunturais da economia brasileira, nestes primeiros meses do ano, não justificam tal pessimismo. O resultado do PIB, por exemplo, se não foi nada de muito excepcional (2,3%), ficou acima das expectativas da maioria dos analistas (principalmente os mais pessimistas). Um aspecto positivo nos números do PIB, inclusive, foi o crescimento dos investimentos que, medidos pela formação bruta de capital fixo (FBCF), cresceram 6,3%, alavancados pela expansão da produção interna de máquinas e equipamentos. Outro dado importante: o consumo das famílias subiu, pelo décimo ano seguido (2,3%). São 120 meses de crescimento ininterrupto. No período, 17 milhões de empregos foram gerados e o salário mínimo apresentou aumento real superior a 60%. Este e outros indicadores revelam que mudanças capitais estão ocorrendo na economia e é fundamental saber interpretá-las.

Mais recentemente, foi a divulgação dos dados do emprego formal de fevereiro, que foram extremamente positivos. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (CAGED), foram gerados 260.283 empregos formais no Brasil em fevereiro, o segundo melhor saldo para o mês na série histórica. Este resultado só foi inferior ao registrado em fevereiro de 2011 (+280.799 postos), ano em que ocorreu a segunda melhor geração de empregos formais brasileiro (2.026.571 postos). Um número elevado de empregos, como o de fevereiro, mais recentemente, só foi observado pela última vez em abril de 2011 (272.225 postos). Este foi o sétimo mês consecutivo de desempenho superior, quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

Os principais indicadores conjunturais do primeiro bimestre (indústria, varejo, emprego) ficaram acima do projetado pelos analistas. Além da demanda mais forte na área de bebidas, ventiladores e aparelhos de ar-condicionado em função das altas temperaturas nos primeiro meses do ano, a proximidade da Copa do Mundo vem alavancando a venda de televisores. O impacto da realização da Copa no Brasil sobre a geração de empregos era esperado. Ainda que seja difícil estimar um número preciso, está havendo um aumento na geração de empregos, desde o início da preparação da Copa, em função dos serviços relacionadas ao evento. Em 2010, um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) previa que a Copa iria gerar 3,6 milhões de empregos diretos e indiretos ao ano, num total de 14 milhões até 2014.  Incremento de empregos indiretos são sempre mais difíceis de calcular, mas o país vive o melhor momento de sua história em geração de empregos e nesse processo, certamente houve a contribuição das obras do Mundial.

Boa parte do pessimismo entre famílias e empresários está diretamente relacionada com a cobertura de uma parte da mídia, extremamente negativa e que está sempre prevendo que “se neste momento não está acontecendo o pior, ele virá na semana que”. O caso da decisão da agência de classificação de risco Standard & Poors (S&P), que rebaixou o Brasil de BBB para BBB-, é emblemático. A agência não tem nenhuma credibilidade, porque, dentre outras coisas, na crise de 2008, no mês de agosto, atribuiu nota máxima AAA ao banco Lehman Brothers, instituição que entrou em falência 30 dias depois. O desleixo da agência é tão grande que o governo norte-americano, quando foi rebaixado por essa agência, descobriu um erro de cálculo de “meros” US$ 2 trilhões nas contas realizadas, que serviram de elementos para a agência rebaixar a posição de rating do país em 2002. Curiosamente, após alguns debates, a agência reconheceu o erro cometido, porém, mesmo assim, não reviu a decisão tomada em relação ao rebaixamento.

Após a crise de 2008, ao se justificarem no senado estadunidense, essas agências alegaram que estavam exercendo a liberdade de expressão e emitindo as suas opiniões. As quais ninguém era obrigado a aceitar. O certo é que a lógica dessas agências, é de curto prazo, está em linha com os interesses dos grandes bancos e especuladores e não tem nenhum tipo de compromisso com nenhum país, muito menos com o Brasil.

Apesar destes fatos extremamente relevantes, pois dizem respeito ao próprio crédito que se deve dar à decisão de rebaixamento, uma parte da imprensa no Brasil reagiu como se o fato significasse uma verdadeira desgraça para a economia nacional. A ninguém ocorreu colocar em discussão a credibilidade da agência, tomou-se a decisão como se fosse prova irrefutável de que a economia brasileira vai muito mal. Quando a nota, agora rebaixada, foi dada, em novembro de 2011, não aconteceu nada de significativo na economia brasileira. A nota atual, aliás, é a mesma que o país tinha em 2010, ano em que a economia cresceu 7,5%. Porque não se discutem esses aspectos, que são extremamente relevantes para a compreensão da questão?

A campanha de veiculação de más notícias, não poderia esquecer, claro, da Petrobras. A fim de destacar o caso Pasadena, por razões eleitorais, os críticos aproveitam para desgastar a Petrobras, que é apresentada como um empresa endividada, dominada pela corrupção e financeiramente inviável. Obviamente que ações equivocadas ou desonestas de investimentos têm que ser rigorosamente investigadas. Mas isso é muito diferente de querer aproveitar estes acontecimento para atingir a mais importante empresa do país, localizada numa área vital de negócios e que ocupa a posição de locomotiva da economia brasileira. Segundo avaliação de especialistas, é possível que a refinaria de Pasadena, tenha faturado US$ 16 bilhões, entre 2006 e 2012. Com esse faturamento, é muito provável que o prejuízo com a compra da empresa já tenha sido inteiramente amortizado, ou esteja em vias de sê-lo”.

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Um comentário:

  1. O brasileiro é pessimista por falta de sabedoria, por falta de conhecimento, é uma população totalmente alienada quando o assunto é a economia do país, é um povo que senta na frente da televisão e por não entender o que está se passando acredita em tudo que vê na mídia e que por sua vez não sabe bem como passar as informações para a população, em outras palavras não acham importante falar sobre economia na linguagem do povo brasileiro e é ai que entra os políticos que sempre querem mostrar para o povo que o governo atual não está bem, querendo se valorizar para as eleições.

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