A Quem Interessa a Construção da Hidrelétrica de Belo Monte?


construção

Olá pessoal, tudo bem? Hoje trago algo para vocês refletirem. Assisti ainda pouco um vídeo no youtube e fiquei abismado com tamanha hipocrisia. O vídeo em questão tem como tema a construção da hidrelétrica de Belo Monte no parque nacional do Xingu, no Pará, 

apontada como a terceira maior do planeta. A obra vai custar 30 bilhões de reais outros falam em 19 bilhões.

Dezoito atores da Rede Globo de Televisão se revezam no discurso mostrando-se preocupados com o impacto ambiental bem como com a situação dos índios da região, como se estivessem promovendo um debate. Entretanto, fica claro que a intenção é manipular a opinião pública. Eles afirmam que nós vamos pagar essa conta. Ora, tudo que é construído no Brasil é pago, rateado proporcionalmente pela população, assim como a saúde, a educação, bolsa-família, o bolsa isso e aquilo, porque, em tese, o governo não tem dinheiro próprio e sim aquilo que arrecada. Nesse quesito sou obrigado a defender o governo, pois construir usinas hidrelétricas é um investimento necessário.

Existe uma hipocrisia generalizada quanto aos dois aspectos supracitados. Todos os anos a floresta amazônica é vitima do desmatamento de milhares de quilômetros quadrados, queimadas para o plantio de monocultoras e da exploração ilegal de seus recursos. Quer maior impacto ambiental que esse? Além disso, muitas tribos, “proprietárias” de suas respectivas reservas, vendem madeiras nobres a preço de banana a quem interessar. Sabemos da importância que a floresta amazônica tem para o Brasil e para o mundo, a prova irrefutável disso é que hoje existem mais de 100 mil ONGs instaladas lá, e a maioria delas vinculadas a organismos estrangeiros. Várias reportagens sobre esse tema já foram expostas na televisão nos principais canais abertos.

A população cresce em escala geométrica, muitas cidades brasileiras estão inchadas e inchando de modo desordenado. Há necessidade de construção de casas, apartamentos, de mais transporte, mais ruas e iluminação pública, eletrodomésticos, enfim mais demanda por energia. Hipóteses para conter o consumo de energia existem, mas todas elas são inviáveis. Uma delas é voltar à idade das cavernas. Outra é colocar um freio no crescimento populacional, situação que vai contra o capitalismo que necessita cada vez mais de consumidores, o governo que deixa de arrecadar tributos, a igreja, pois diminui o numero de fies, etc. Todavia no vídeo ninguém fala ou faz campanha para economizar energia, e quando você economiza a empresa prestadora do serviço retém sua conta de energia elétrica sob a alegação que algo esta errado, ou foi erro de processamento da fatura ou algum problema do wattímetro – popular relógio de luz.

O “horário de verão” é utilizado sob o pretexto de economizar energia (menos de 2% em todo o período), todavia sua verdadeira função é evitar o blackout “apagão” como ficou conhecido. O sistema elétrico brasileiro – produção e consumo – não comporta tamanha demanda nos horários de pico.

O custo para gerar energia eólica e solar (energia limpa tanto quanto a hidráulica) é muito alto, produziria impactos ambientais também, e exigiria áreas gigantescas para sua produção, ainda inviáveis economicamente.

A maioria dos países desenvolvidos já esgotou sua capacidade de aproveitamento hidroelétrico e precisarão de mais energia a médio e longo, enquanto o Brasil tem um enorme potencial inexplorado em função das características geográficas de relevo e bacias hidrográficas. Entretanto, alguns desinformados vêm a público dizer que isso é prejudicial para o País. Isso quer dizer que a Itaipu binacional foi um erro?

A hidrelétrica de Belo Monte trará desenvolvimento para o País, especialmente para a região do Xingu, pois a construção da usina irá gerar 18 mil empregos diretos e 80 mil diretos. Boa parte da energia produzida na Itaipu o Brasil compra do Paraguai (lembramos que ela é binacional) porque a bom tempo consumimos mais energia do que produzimos. A construção dessa hidrelétrica e de outras que estão nos planos do governo, promoverão nossa independência energética do País e o IDH – índice de desenvolvimento humano – das regiões atingidas será melhor. Isso aconteceu com as usinas de Furnas, três Marias, Itaipu e Paulo Afonso, por exemplo.

O vídeo analisado deveria se prestar a campanhas direcionadas para uma educação de qualidade (acorda gigante que dorme em berço esplêndido) se tivéssemos uma educação de qualidade não estaríamos vendo, lendo e ouvindo tantas asneiras; segurança pública, saúde, crianças de rua, prostituição infantil, desigualdade social, saneamento básico, economia de água, de energia, desemprego e por aí vai.

Ressaltamos que desenvolvimento – qualidade de vida, distribuição de renda, compra da casa própria, melhores e novos empregos, consumo e uma infinidade de coisas – precisam necessariamente de produção de energia, e isso interessa ao Brasil. É abominável a interferência estrangeira em questões exclusivamente brasileiras quando somos o único candidato com condições geográficas e climáticas para saciar a fome do mundo.

Veja o vídeo aqui e reflita! 

Assim, deixo aos meus leitores o seguinte questionamento: se a autossuficiência energética é boa para o País, a quem interessa ser contra a construção de usinas hidrelétricas? Qual o posicionamento da Rede Globo de Televisão sobre o tema?

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Um comentário:

  1. Dias antes estive lendo sobre esse assunto onde também vi alguns ambientalista e representantes de movimentos sociais criticando tudo isso. Mas ela é vista pelo governo como algo de prioridade no setor de energia. O governo afirma que isso vai beneficiar milhões de brasileiros, mas concordo plenamente com os ambientalistas pois o impacto ambiental será muito grande.
    Quando você diz sobre a qualidade de vida em relação a compra da casa própria, melhores e novos empregos, vejo que é isso infelizmente o que importa para os brasileiros.

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