Brasil é a Sexta Maior Economia do Planeta


Brasil sexta economia

Quando os militares assumiram o governo, o Brasil figurava na 45ª posição da economia mundial. Entretanto, durante os vinte e um anos do regime militar (1964 a 1985), período dito sombrio sob muitos aspectos, subimos para a 8ª posição. Vinte e sete anos depois do fim da ditadura 

o Brasil avançou para a 6ª posição. Estamos atrás dos EUA, China, Japão, Alemanha e França. Além disso, podemos desbancar este último após três anos quando completar a diferença de 300 bilhões de dólares.

Esse resultado não significa que internamente melhoramos a qualidade de vida das pessoas ou que diminuímos as desigualdades sociais. Vale ressaltar, também, que não se deve a extrema competência de nossos dirigentes – os políticos. Há entre eles pessoas capacitadas, competentes, instruídas e patriotas. Todavia, uma andorinha só não faz verão, nem tão pouco cinquenta delas.

Países como a Noruega, Suécia e Finlândia, por exemplo, que estão fora do círculo dos maiores PIB tem uma carga tributária alta, mas a população não se incomoda com isso, pois tudo é revertido em serviços públicos de qualidade à população, a desigualdade social é baixíssima e o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano – é altíssimo.

Então, a que devemos esse resultado positivo de ser a oitava maior economia? Ora, o Brasil é um grande exportador de matérias-primas e produtos derivados do agronegócio necessários ao funcionamento de boa parte da economia mundial.

Quando alguém sai do Brasil com cinquenta mil dólares na mala sem declarar é chamado de evasão de divisas, mas quando as madeireiras derrubam árvores nativas com a autorização dos índios em suas reservas, isso é chamado de exportação.

A região nordeste tem, sabidamente, um contingente populacional maior do que o da região norte do país. Paradoxalmente, o número de ONGs na floresta amazônica é maior que lá. E, você se pergunta, por que isso acontece? A resposta é simples: biopirataria. A biodiversidade da floresta amazônica é superior a do nordeste e, só perde para a Mata Atlântica. Encontramos aqui o “x” da questão. Muitos princípios ativos foram extraídos de plantas pelos que aqui faziam turismo ecológico. Mais tarde patenteadas nos seus países de origem tornando-se medicamentos. Desse modo estamos sujeitos a comprar (importar) um determinado remédio cujo princípio ativo é oriundo de nossas plantas endêmicas – aquelas que só nascem aqui em terra tupiniquim.

Quando pensamos apenas em crescimento econômico o Brasil caminha bem. Todavia a má distribuição de renda e a desigualdade social crescente informam que o país vai mal das pernas. Se as três esferas de governo batem recordes em arrecadação de impostos, taxas e contribuições, como não conseguem resolver os problemas sociais? Porque sempre existiu um abismo entre políticas de Governo e políticas de Estado.

As Políticas de Governo buscam objetivos de curto prazo. É só gastar o recurso em caixa para obter o resultado político imediato, o aspecto emocional que motiva nossos “representantes” a continuarem roendo o osso do poder com o foco no próprio umbigo.  Já as Políticas de Estado buscam objetivos de médio e longo prazo. Por isso é necessário planejamento estratégico e certa dose de patriotismo, porque os resultados são mais lentos e, às vezes, imperceptíveis a olhares distraídos. Essa requer dos administradores públicos capacidade técnica, racionalidade, eficiência e impessoalidade. Infelizmente, o grosso da tropa tem o neocórtex pouco desenvolvido porque as vaidades respondem ao cérebro reptiliano e límbico. Resumindo, a política é sempre pessoal, a gestão pública é impessoal.

O que poderia ser feito para acelerar o processo de igualdade social no Brasil? As eleições batem a nossa porta e, muitos candidatos se apresentarão ao público como os nossos possíveis representantes legais. Todavia há necessidade de se verificar as biografias desses e questionar suas intenções, seu nível de instrução. Enfim, fazer uma investigação de vida pregressa.

Não se deixe iludir por propagandas bem elaboradas, elas tentarão lhe convencer de que está diante do candidato perfeito. Isso não existe porque os seres humanos são naturalmente imperfeitos. Investigue e investigue até formar sua opinião e não a dos outros. O voto é seu e intransferível. Sempre que um candidato falar que vai resolver esse ou aquele problema pergunte: Como ele vai resolver o problema “x”?  Esse “como” derruba mais de 90% dos candidatos. Muitos até querem resolver os problemas da população, mas não sabem como fazê-lo. Desse modo você poderá escolher o candidato mais adequado para gerir a coisa pública. Por favor, chega de votar e depois se arrepender e ficar murmurando durante quatro anos.

Portanto, essa simples atitude é o pontapé inicial rumo ao combate à corrupção, a desigualdade social e má distribuição de renda.

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